postcards from Wonderland
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Postado em 31/10/2013 2 (Reblogue!)
Tags:  #texto  #frase  #frases  #cecilia meireles  #primavera  #portuguese  #poesia  #cronica  #trecho  #citações  #trechos  #Citação  #literatura 


Postado em 15/09/2013 1 (Reblogue!)
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Postado em 10/09/2013 4 (Reblogue!)
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Postado em 31/08/2013 2 (Reblogue!)
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postcards from Wonderland


Postado em 28/07/2013 21 (Reblogue!)
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#livro #texto #quote #thg #mockingjay (Publicado com o Instagram)


Postado em 18/08/2012 1 (Reblogue!)
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Postado em 11/07/2012 (Reblogue!)
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#tweegram #jogosvorazes #thg #texto #trecho #frase (Publicado com o Instagram)


Postado em 11/07/2012 1 (Reblogue!)
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#tweegram #frase #pensamento #texto (Publicado com o Instagram)


Postado em 8/07/2012 (Reblogue!)
Tags:  #frase  #pensamento  #tweegram  #texto 

Hoje em dia, a crítica moderna usa o adjetivo “adulto” como marca de aprovação. Ela é hostil ao que denomina “nostalgia” e tem absoluto desprezo pelo que chama de “Peter Panteísmo”. Por isso, em nossa época, se um homem de cinquenta e três anos admite ainda adorar anões, gigantes, bruxas e animais falantes, é menos provável que ele seja louvado por sua perpétua juventude do que seja ridicularizado e lamentado por seu retardamento mental.
(…) Os críticos para quem a palavra adulto é um termo de aplauso, e não um simples adjetivo descritivo, não são e nem podem ser adultos. Preocupar-se em ser adulto ou não, admirar o adulto por ser adulto, corar de vergonha diante da insinuação de que se é infantil: esses são sinais característicos da infância e da adolescência. E, na infância e na adolescência, quando moderados, são sintomas saudáveis. É natural que as coisas novas queiram crescer. Porém, quando se mantém na meia-idade ou mesmo na juventude, essa preocupação em “ser adulto” é um sinal inequívoco de retardamento mental. Quando tinha dez anos, eu lia contos de fadas escondido e ficava envergonhado quando me pilhavam. Hoje em dia, com cinquenta anos, leio-os abertamente. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino, inclusive o medo de ser infantil e o desejo de ser muito adulto.
A visão moderna, a meu ver, envolve uma falsa concepção de crescimento. Somos acusados de retardamento porque não perdemos um gosto que tínhamos na infância. Mas, na verdade, o retardamento consiste não recusar-se a perder as coisas antigas, mas sim em não aceitar coisas novas. Hoje gosto de vinho branco alemão, coisa de que tenho certeza de que não gostaria quando criança; mas não deixei de gostar de limonada. Chamo esse processo de crescimento ou desenvolvimento, porque ele me enriqueceu: se antes eu tinha um único prazer, agora tenho dois. Porém, se eu tivesse de perder o gosto por limonada para adquirir o gosto pelo vinho, isso não seria crescimento, mas simples mudança. Hoje em dia, já não gosto somente de contos de fadas, mas também de Tolstoi, Jane Austen e Trollope, e chamo isso de crescimento; se tivesse precisado deixar de lado os contos de fadas para apreciar os romancistas, não diria que cresci, mas que mudei. Uma árvore cresce porque ganha novos anéis; já um trem não cresce quando deixa para trás uma estação e ruma para a seguinte, esbaforido. Na realidade, meu argumento de defesa é ainda mais forte e mais complexo. Hoje em dia, para mim, meu crescimento aparece tanto na leitura de romancistas quanto na dos contos de fadas, pois a verdade é que agora aprecio melhor os contos de fadas do que apreciava na infância: como agora sou capaz de inventir mais, também acabo extraindo mais. Mas não é esse o ponto que desejo enfatizar. Mesmo que o gosto por literatura adulta viesse meramente acrescentar-se ao gosto inalterado pela literatura infantil, o acréscimo, mesmo assim, mereceria o nome de “crescimento”, o que não aconteceria se o processo consistisse em simplesmente deixar um fardo de lado e pôr outro em seus ombros. É verdade que o processo de crescimento, por acaso e por infelicidade, acarreta outras perdas. Porém, não é a essência do crescimento, e certamente não é o que faz do crescimento algo louvável ou desejável. Se assim fosse, trocar de fardos ou deixar estações para trás fossem a essência e a virtude do crescimento, por que parar na idade adulta? Por que não dar também um sentido positivo à palavra senil? Por que não congratular as pessoas por perderem os dentes e o cabelo? Certos críticos parecem confundir o crescimento com o preço do crescimento, e também gostariam de tornar esse preço muito mais alto do que ele naturalmente deve ser.

- C. S. Lewis

(Autor d’As crônicas de Nárnia)


Postado em 25/04/2012 6 (Reblogue!)
Tags:  #narnia  #c. s. lewis  #crescer  #texto  #amadurecer  #adolescência  #infância  #criança  #fato 
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