
#texto #livro #jogosvorazes #Thg #quote #frase (Publicado com o Instagram)

Eu sempre fui daquelas que defendem a filosofia de não ligue para o que os outros pensam de você. E continuo pensando assim. Mas até que ponto eu ajo dessa forma?
Sejamos sinceros. Quem de nós nunca deixou de usar uma roupa da qual gosta em público (se você usa saia abaixo do joelho, roupas fofinhas, brincos de vovó ou algo do gênero, você sabe exatamente do que eu estou falando), deixou de fazer algo de que gosta ou parou de ver algum programa por medo do que iriam pensar?
E assuma: você também já julgou as pessoas assim. Pode dizer que não, que desse mal você não morre, mas isso não é verdade. Como foi que você olhou pr’aquela fã de Restart quando ela passou por você usando leggings amarelas e camiseta turquesa? E quando aquela patricinha começou a falar das férias dela na Europa e quanto ela gastou lá? E da menina de vestido de criança com meias 3/4, laço gigante na cabeça e bolsa de unicórnio?
Isso é algo natural do ser humano e não pode ser mudado. Eu mesma já me peguei olhando torto para algumas pessoas só por elas gostarem de algo que eu detesto. Mas muitas delas são meus amigos hoje.
E essa história vai muito além das tribos e do preconceito. Devo dizer que realmente fico incomodada com o que as pessoas pensam de mim. Não gosto da ideia de que sou assunto na boca de outros. Que enquanto escrevo isso tem alguém falando mal de algo que eu fiz. Ou mesmo bem. Cada coisa que faço será observada e interpretada pelos que me rodeiam. Darão opiniões, dirão se eu agi bem ou o que teriam feito no meu lugar.
A grande questão é: eu não quero saber. Você não é eu e eu não sou você. Por que não nos limitamos às nossas vidas apenas, respectivamente? Por que todos têm que dar pitaco sobre tudo o que eu faço?
Eu não sei o que fazer. Fazer o que eu quero implica em ouvir o que não quero. Até que ponto valeria a pena? Eu suportaria a ideia de virar assunto novamente?
Uma dose de auto-confiança e inconsequência, por favor.

Hoje em dia, a crítica moderna usa o adjetivo “adulto” como marca de aprovação. Ela é hostil ao que denomina “nostalgia” e tem absoluto desprezo pelo que chama de “Peter Panteísmo”. Por isso, em nossa época, se um homem de cinquenta e três anos admite ainda adorar anões, gigantes, bruxas e animais falantes, é menos provável que ele seja louvado por sua perpétua juventude do que seja ridicularizado e lamentado por seu retardamento mental.
(…) Os críticos para quem a palavra adulto é um termo de aplauso, e não um simples adjetivo descritivo, não são e nem podem ser adultos. Preocupar-se em ser adulto ou não, admirar o adulto por ser adulto, corar de vergonha diante da insinuação de que se é infantil: esses são sinais característicos da infância e da adolescência. E, na infância e na adolescência, quando moderados, são sintomas saudáveis. É natural que as coisas novas queiram crescer. Porém, quando se mantém na meia-idade ou mesmo na juventude, essa preocupação em “ser adulto” é um sinal inequívoco de retardamento mental. Quando tinha dez anos, eu lia contos de fadas escondido e ficava envergonhado quando me pilhavam. Hoje em dia, com cinquenta anos, leio-os abertamente. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino, inclusive o medo de ser infantil e o desejo de ser muito adulto.
A visão moderna, a meu ver, envolve uma falsa concepção de crescimento. Somos acusados de retardamento porque não perdemos um gosto que tínhamos na infância. Mas, na verdade, o retardamento consiste não recusar-se a perder as coisas antigas, mas sim em não aceitar coisas novas. Hoje gosto de vinho branco alemão, coisa de que tenho certeza de que não gostaria quando criança; mas não deixei de gostar de limonada. Chamo esse processo de crescimento ou desenvolvimento, porque ele me enriqueceu: se antes eu tinha um único prazer, agora tenho dois. Porém, se eu tivesse de perder o gosto por limonada para adquirir o gosto pelo vinho, isso não seria crescimento, mas simples mudança. Hoje em dia, já não gosto somente de contos de fadas, mas também de Tolstoi, Jane Austen e Trollope, e chamo isso de crescimento; se tivesse precisado deixar de lado os contos de fadas para apreciar os romancistas, não diria que cresci, mas que mudei. Uma árvore cresce porque ganha novos anéis; já um trem não cresce quando deixa para trás uma estação e ruma para a seguinte, esbaforido. Na realidade, meu argumento de defesa é ainda mais forte e mais complexo. Hoje em dia, para mim, meu crescimento aparece tanto na leitura de romancistas quanto na dos contos de fadas, pois a verdade é que agora aprecio melhor os contos de fadas do que apreciava na infância: como agora sou capaz de inventir mais, também acabo extraindo mais. Mas não é esse o ponto que desejo enfatizar. Mesmo que o gosto por literatura adulta viesse meramente acrescentar-se ao gosto inalterado pela literatura infantil, o acréscimo, mesmo assim, mereceria o nome de “crescimento”, o que não aconteceria se o processo consistisse em simplesmente deixar um fardo de lado e pôr outro em seus ombros. É verdade que o processo de crescimento, por acaso e por infelicidade, acarreta outras perdas. Porém, não é a essência do crescimento, e certamente não é o que faz do crescimento algo louvável ou desejável. Se assim fosse, trocar de fardos ou deixar estações para trás fossem a essência e a virtude do crescimento, por que parar na idade adulta? Por que não dar também um sentido positivo à palavra senil? Por que não congratular as pessoas por perderem os dentes e o cabelo? Certos críticos parecem confundir o crescimento com o preço do crescimento, e também gostariam de tornar esse preço muito mais alto do que ele naturalmente deve ser.
- C. S. Lewis
(Autor d’As crônicas de Nárnia)
— (Y)

Grew up in a small town
And when the rain would fall down
I’d just stare out my window
Dreamin’ of what could be
And if I’d end up happyBreakaway, Kelly Clarkson
E então, meu lado cigana vem à tona. Não é como se eu quisesse ser uma andarilha hippie, dessas que dormem na rua e vagam pelo mundo seguindo a direção do vento. Ou sequer ser o tipo de pessoa que busca uma vida instável, sem rotina, sem se prender a nada e a ninguém. Nada disso.
Me refiro à aflição que surge dentro de mim; a sensação de passar a vida inteira no mesmo lugar, com as mesmas pessoas, enquanto o mundo tem tanto a oferecer. Sou o tipo de pessoa que enjoa fácil do que a rodeia. Não falo disso como uma virtude, mas um fato, talvez lamentável. Queria ser uma pessoa satisfeita. A verdade é que tenho tudo e sinto que não tenho nada.
Sou um pássaro na gaiola.
- Procurar o maior número de árvores para subir possível, subir o mais alto que vocês dois conseguirem em todas elas, registrar em fotos.
- Ir numa grande livraria e escrever recados para os futuros leitores em cópias de seus livros favoritos.
- Se vestir de fantasma e ele de Pacman. Andar de mãos dadas pelo centro da cidade e, quando alguém os vir, finjam estar constrangidos e saiam correndo gritando “uóca, uóca, uóca”.
- Tirar fotos que provem que vocês estiveram em aventuras que, na verdede, nunca aconteceram.
- Se vestirem de super-heróis e acabar com pelo menos um crimizinho (como lixo no chão, etc.)
- Construir fortes com móveis e cobertores e fazer uma guerra de aviõezinhos de papel.
- Tentar visitar o maior número de pessoas possível em uma noite e virar o maior número de objetos possíveis de cabeça para baixo sem que elas percebam.
- Ir ao aeroporto, comprar a passagem mais barata que esteja disponível no momento, e ficar no lugar por um fim de semana.
- Escrever um conto num café. Peçam a ajuda de estranhos quando ficarem sem ideias.
- Vistam-se bem, finjam ser casados e façam test dives em carros caríssimos em uma concessionária.
- Façam o passeio turístico nas redondezas mais tosco que vocês dois secretamente já quiseram fazer.
- No meio da note, vão de carro até a praia, de modo que cheguem lá ao nascer do sol. Tomem o café da manhã num piquenique e adormeçam juntos. Levem um guarda-sol.
- Vão de carro até algum lugar desconhecido e jantem numa cidade onde vocês nunca estiveram antes. Usem nomes falsos.
- Vão num jogo de times pequenos a céu aberto. Contem histórias sobre como vocês são ruins em esportes. Torçam aleatoriamente para os dois times. Comam muitos biscoitos.
- Andem pela cidade e desenhem corações com equações dentro com giz em por toda a parte.
- Andem pela cidade e encenem pequenas peças mudas na frente de câmeras de segurança.
- Com uma câmera e um par de botas, façam uma sessão de fotos de um dia da vida do homem invisível.
- Andem pela cidade a noite toda e encontrem um lugar para tomar café da manhã ao amanhecer.
- Vão a um restaurante e convençam o cozinheiro a criar algo totalmente novo para vocês.
- Aluguem um filme que vocês nunca tenham visto. Coloquem o “mute” e improvisem diálogos.
Autoria desconhecida.
Tradução: Alice Bonner
É engraçado como a gente vai se descobrindo aos poucos. Quanto tempo a gente já perdeu andando com pessoas que, na verdade, não eram pra gente. Não combinavam. E, aos poucos, a gente se desprende. Na hora, parece que o mundo acabou, que ninguém valia nada e que você era a vítima. Mas aí o tempo passa, você conhece novas pessoas, faz novos amigos, se entrosa e, de repente, tudo começa a fazer sentido.
Sending some postcards! I'm loving this place, you should show up here sometime. You'd love it for sure!





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